Produto combina cepas de Bacillus de alto desempenho e oferece proteção contra patógenos para culturas estratégicas.
A Nitro lançou o biofungicida foliar Égide Max. A novidade integra o portfólio biológico da empresa. Oferece controle de doenças foliares em culturas como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar. A formulação reúne duas cepas de Bacillus de alta performance. Atua por barreira física, controle direto e indução de resistência nas plantas.
Ensaios da empresa demonstraram eficácia contra patógenos como Phakopsora pachyrhizi(ferrugem-asiática), Corynespora cassiicola (mancha-alvo) e Septoria glycines (mancha-parda). A Nitro desenvolveu o produto considerando as variações de clima e solo das regiões produtoras brasileiras.
A tecnologia responde aos desafios do manejo fitossanitário. Segundo Lana Gaias, gerente de desenvolvimento de mercado de biológicos da Nitro, a complexidade das doenças foliares exige ferramentas específicas. O Égide Max, diz, entrega “uma solução altamente estratégica, com formulação robusta, ação comprovada e amplo espectro de controle”.
A Nitro destaca que o biofungicida pode ser aplicado em diferentes fases do ciclo produtivo. A proposta é integrar o produto ao manejo integrado e apoiar estratégias sustentáveis com resultados agronômicos consistentes.
Lana afirma que o biofungicida contribui para o controle de resistência e reduz impactos ambientais. A tecnologia também acompanha as exigências do mercado consumidor e da legislação. “É um ativo que dialoga com as exigências do futuro, sem abrir mão da performance agronômica”, resume.
O foco da empresa são as culturas mais representativas da agricultura nacional. A soja lidera essa lista. O milho e o algodão também enfrentam pressão de doenças foliares e nematoides. O café e a cana-de-açúcar apresentam desafios semelhantes. O biofungicida chega para atender essas culturas com proteção biológica adaptada às suas necessidades.
O produto está em fase registro para combater também Cercospora spp., Colletotrichum falcatum, Hemileia vastatrix, Phaeosphaeria maydis, Ramularia gossypii e Septoria glycines.
A Nitro recentemente inaugurou em Várzea Paulista a Bacplant, fábrica dedicada à produção de bioinsumos bacterianos. A unidade já opera e multiplica por dez a capacidade da empresa nesse segmento. O foco recai sobre soluções biológicas para o controle de nematoides, melhoria da absorção de nutrientes e promoção da saúde do solo. No momento, dedica-se à produção do Égide Max.
A fábrica integra o parque industrial da Nitro, que já inclui unidades voltadas a biofertilizantes, insumos fúngicos e defensivos naturais. A Bacplant reforça a estratégia da empresa na área de especialidades agrícolas. O investimento faz parte de um plano industrial de R$ 130 milhões destinados ao agronegócio em 2024.
Jonas Cuzzi, executivo de marketing da Nitro, destaca que a Bacplant entrega ao agricultor soluções adaptadas à realidade do campo, com base em biotecnologia e produção local.
A empresa aposta em autonomia em pesquisa e desenvolvimento. Com estrutura própria de pesquisa e desenvolvimento, a Nitro consegue lançar produtos com mecanismos de ação diversos e adaptados a condições regionais. Isso amplia o portfólio e permite atuação em diferentes culturas e tipos de solo.
Até 2030, a Nitro espera crescer e atingir mais de 6% do mercado de biológicos. No momento, tem 1,4%.
A Nitro ingressou no setor agro em 2019. Sua presença no mercado de biológicos faz parte da estratégia de diversificação. Fundada há quase 90 anos, a empresa atua também nos segmentos de químicos industriais e especialidades químicas.
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Nitro inaugura fábrica de bioinsumos em SP com investimento de R$ 50 milhõesAlém da fábrica, companhia brasileira lança biofungicida para lavouras de grãos, entre eles soja, milho e café.
A Nitro, multinacional brasileira do setor de insumos agrícolas, inaugura nesta quinta-feira (10/7) em Várzea Paulista (SP) uma nova fábrica dedicada à produção de bioinsumos à base de bactérias. A unidade, batizada de Bacplant, recebeu investimento de cerca de R$ 50 milhões e multiplica por dez a capacidade produtiva da empresa nesse segmento, disse a empresa em nota enviada ao Valor.
O montante faz parte de um plano anual que prevê R$ 130 milhões em aportes industriais até o ano que vem. Com a nova planta, a Nitro espera crescer até 30% ao ano em seu portfólio biológico e fortalecer a adoção de práticas sustentáveis no campo. A empresa espera crescer na participação de mercado em nutrição, fisiologia vegetal e biodefensivos.
Com foco no controle biológico de pragas de solo, como nematoides, a Bacplant reforça a aposta da Nitro em biotecnologia. Os primeiros produtos da nova unidade incluem bionematicidas à base de Bacillus, voltados ao combate de espécies de pragas que podem causar perdas estimadas em até R$ 35 bilhões por safra no Brasil, segundo a Sociedade Brasileira de Nematologia.
“A Bacplant nasce para entregar soluções sustentáveis e eficazes, com produção nacional e base técnica sólida. É uma resposta à demanda crescente por alternativas ao controle químico tradicional”, afirmou Tiago Mota, diretor comercial de agro da Nitro, em comunicado.
Hoje, mais de 113 milhões de hectares no Brasil já foram tratados com bioinsumos ou tem potencial para adoção desses produtos, conforme levantamento da Kynetec FarmTrak. Mesmo assim, apenas 7% dos produtores utilizam biofungicidas, o que revela amplo espaço para crescimento para a Nitro.
A Nitro, que entrou no agronegócio em 2019, tem seis unidades de produção no Brasil, todas localizadas no Estado de São Paulo e uma unidade nos Estados Unidos. Além disso, a Nitro também possui um centro de distribuição em Rondonópolis, e unidades internacionais em Atlanta (EUA) e San José (Uruguai).
Nitro lança biofungicida para lavouras de grãos, incluindo café.
A Nitro também anunciou o lançamento de um novo biofungicida foliar desenvolvido para o controle de doenças em culturas como soja, milho, algodão, café e cana-de-açúcar. A formulação, à base de cepas de Bacillus atua por barreira física, controle direto e indução de resistência nas plantas.
O produto nomeado de Égide Max passou por ensaios realizados na safra 2023/24 e, depois de apresentar bons resultados no combate a pragas e doenças como nematoide-das-galhas e ferrugem-asiática da soja, seguiu para aprovação comercial.
Segundo a empresa, o biofungicida é adaptado às condições das principais regiões produtoras do país e se encaixa em estratégias de manejo integrado, afirmou Celso Santi Júnior, gerente de P&D da área de biológicos da Nitro. De acordo com a companhia, o lançamento se soma ao momento de expansão do mercado de defensivos biológicos no Brasil.
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Calor e seca acima da média de junho exigem atenção redobrada de produtores rurais em todo BrasilEspecialista alerta para os impactos na fase final das culturas de milho, trigo, algodão e feijão e dá recomendações de manejo para preservar a produtividade.
O mês de junho, tradicionalmente um dos períodos mais frios e secos do ano no Centro-sul do Brasil, conta com previsões atípicas 2025: temperaturas acima da média e chuvas abaixo do normal em grande parte do país, e principalmente na região, segundo a Climatempo. O cenário exige atenção especial de produtores rurais, especialmente aqueles que estão na fase final da safrinha de milho, no início do ciclo do trigo ou finalizando cultivos de algodão e feijão.
“A falta de umidade no solo combinada com o calor atípico para essa época do ano pode provocar uma série de desequilíbrios fisiológicos nas plantas, como aceleração do ciclo e redução na formação de grãos”, explica Carina Cardoso, engenheira agrônoma e coordenadora técnica de mercado da Nitro, empresa brasileira especializada em nutrição e biológicos para a produção agrícola.
O impacto tende a ser mais severo no Centro-Oeste, onde o volume de chuva previsto para junho é inferior a 15 mm. No Sudeste e Sul, regiões onde o trigo começa a ganhar espaço, o solo seco pode prejudicar a germinação. No Nordeste e Norte, o calor acima do normal aumenta a evapotranspiração, exigindo mais irrigação das lavouras em um momento em que o lençol freático já está comprometido.
Segundo Carina, algumas práticas podem reduzir os efeitos negativos das condições adversas. “É essencial que o produtor utilize coberturas vegetais ou palhada para proteger o solo, reduzir a temperatura e conservar a umidade”, recomenda. “Outra estratégia importante é o uso de bioestimulantes e aminoácidos para aumentar a tolerância das plantas ao estresse hídrico e térmico. Isso favorece o enchimento dos grãos e a formação de estruturas reprodutivas mesmo em ambientes limitantes”, completa.
A especialista comenta que, além das práticas já citadas, a adubação foliar por meio de fórmulas especiais com micronutrientes pode ser uma aliada e deve ser adotada estrategicamente com outras táticas de manejo. “Elementos como boro, manganês e zinco contribuem para o equilíbrio hormonal e a resistência das plantas ao estresse ambiental. Quando aplicados estrategicamente, ajudam a planta a manter o metabolismo ativo mesmo em condições desfavoráveis”. Para as regiões que contam com infraestrutura de irrigação, a recomendação da agrônoma é racionalizar o uso da água. “Priorize áreas em fase reprodutiva e ajuste o horário de irrigação para evitar perdas por evaporação. Evite irrigar no meio do dia e foque em sistemas de monitoramento da umidade do solo para tomar decisões com base em dados”.
A aceleração dos ciclos, causada por temperaturas mais altas, pode comprometer o peso dos grãos, reduzir a qualidade das fibras do algodão e afetar a colheita mecanizada. Por isso, Carina reforça que o monitoramento climático em tempo real e a adoção de práticas sustentáveis são indispensáveis neste mês. “O clima está cada vez mais instável. O produtor precisa estar tecnicamente preparado para responder com agilidade, sem comprometer a rentabilidade. O manejo correto, com uso de tecnologias acessíveis como nutrição balanceada e bioinsumos, é o melhor caminho para manter a produtividade mesmo com adversidades”, finaliza.
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EXCLUSIVO: Nitro chega ao primeiro bilhão “no agro” e inaugura nova fábrica de biológicosEm entrevista ao AgFeed , o CEO Marcos Cruz conta os detalhes da estratégia da empresa que, em apenas cinco anos, construiu uma divisão bilionária e já está entre as maiores de insumos agrícolas no Brasil.
Depois de cinco aquisições no agro e receita geral R$ 2,5 bi, foco está em nova unidade construída em Várzea Paulista (SP)
Uma marca tradicional do setor químico agora está mostrando que veio para ficar – e seguir crescendo ano a ano – no agronegócio.
A companhia brasileira conhecida por décadas como “Nitro Química” está completando 90 anos, mas na área de insumos agrícolas comemora seu primeiro “quinquênio”.
Resumo
Companhia atua há 90 anos no setor químico, mas entrou no agro há apenas cinco e já atingiu receita de R$ 1 bilhão no setor
Com aquisições e joint-ventures, a Nitro montou um portfolio que combina químicos e biológicos
Empresa inaugura uma nova fábrica em Várzea Paulista (SP), com capacidade para multiplicar por dez a produção de biológicos à base de bactérias
A Nitro, como é chamada atualmente, fechou 2024 com faturamento total de R$ 2,5 bilhões. Somente no segmento agro a receita gerada alcançou a marca de R$ 1 bilhão, o que representou um crescimento de 20% sobre o ano anterior.
“Ultrapassamos nosso primeiro bilhão de reais de faturamento do agro e foi uma marca bastante simbólica. Este ano estamos também com um desenvolvimento muito bom. Nos primeiros quatro meses do ano, se comparar aos quatro meses do ano anterior, estamos com um crescimento acima de 25%”, contou Marcos Cruz, CEO da Nitro, em entrevista exclusiva ao AgFeed
Cruz é um executivo “low profile”, que prefere ficar longe dos holofotes, mas que vem liderando de forma silenciosa um crescimento expressivo da empresa, hoje já aparecendo entre as três maiores do Brasil no segmento em que atua.
A Nitro produz insumos no segmento chamado de “especialidades”, com cerca de 60% da receita proveniente de produtos de nutrição e fisiologia, 20% em biológicos, ambos com foco no consumidor final, e outros 20% em insumos como sais e sulfatos, que são vendidos inclusive para fabricantes.
“A gente decidiu entrar no agro por volta de 2019. A estratégia foi fazer aquisições pontuais de boas empresas, mas pequenas empresas de dono, que estavam ali limitadas no seu crescimento. Entre 2019 e 2022 fizemos aproximadamente cinco aquisições”, explicou.
A história no agro começou com a compra da MCM, de Cesário Lange (SP), em 2010, que fabrica sais e sulfatos, usados em fertilizantes. Um ano depois foi adquirida a FastAgro , de Rondonópolis (MT), empresa de nutrição.
No mesmo ano, a Nitro comprou uma participação na Gênica , empresa de biológicos que mais tarde ganharia outros sócios de porte, como a Mosaic. Até hoje a Nitro possui 30% de participação na Gênica.
Em 2021, adquiriu a Biocontrol, de biológicos, em Sertãozinho (SP) e uma unidade em Várzea Paulista.
Os movimentos mais recentes foram em 2023, quando a Nitro fez o que chama de “parceria estratégica” com a Regenera, startup focada em bioprospecção de fungos e bactérias e que atua no ambiente marinho.
Além disso, fez uma joint venture com o pesquisador e biólogo Heraldo Negri, na Vivus, de macrobiológicos (insetos) e outra JV com a NBT, de Minas Gerais, de biológicos à base de fungos.
“Então a gente foi ampliando o portfólio, fazendo esse conjunto de aquisições e criando uma empresa que é uma plataforma única”, disse.
Com essa estratégia, a Nitro comemora o fato de mesmo em 2023, o chamado “ano de ajuste do agro”, ter registrado um “crescimento marginal”. Em meados de 2023 chegou projetar ultrapassar R$ 1 bilhão de receita, mas naquele ano os preços e os volumes caíram no mercado como um todo.
Nova fábrica de biológicos
Marcos Cruz acredita que a “postura low profile da empresa, a consistência do trabalho sem grandes voos ou extrapolações” justificam esse desempenho mais linear, enquanto grandes players do setor registraram queda nas vendas.
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Além das aquisições, o avanço do Nitro no mercado se deu também por investimentos para aumentar a produção própria.
“A gente construiu pelo menos cinco fábricas grandes, novas. Estamos lançando mais uma agora, no mês que vem”, adiantou ele ao AgFeed
A nova planta terá foco na produção de biológicos à base de bactérias e foi construída em Várzea Paulista, no interior de São Paulo. No local, a Nitro já uma de suas principais unidades fabris, mas focada na produção de fertilizantes foliares líquidos e sólidos.
A Nitro, até então, contava também com uma fábrica de biológicos, porém à base de fungos e com sede em Sertãozinho (SP).
O investimento previsto pela empresa para 2025 é de R$ 130 milhões. Na nova fábrica de biológicos, o total investido é de R$ 50 milhões.
“A gente é uma empresa produtora, que acredita em produção. Acho que isso está em parte do nosso DNA, da nossa estratégia”, afirmou Cruz.
O objetivo é se diferenciar de concorrentes que, muitas vezes, se baseiam na importação e comércio de insumos ou mesmo daqueles geridos por grandes fundos que priorizam metas financeiras para, mais tarde, ser alvo, por exemplo, de grandes M&As.
“A Nitro é uma empresa S.A de capital fechado, com acionistas e investidores sem pretensão de movimentos societários. A velocidade de crescimento, se é um pouco mais ou um pouco menos, é menos relevante. Nosso objetivo é continuar atendendo os clientes e crescendo de forma consistente, com qualidade para durar mais 90 anos”, destacou.
Com a nova fábrica, o plano é expandir também o portfolio, que hoje é composto de 10 produtos para o agro.
“A gente vai lançar mais dois (produtos) esse ano. Um bionematicida de solo, é o segundo, já temos um, e um novo biofungicida”, revelou.
A Nitro não informou qual sua capacidade atual de produção de biológicos, nem qual seria o volume esperado para a nova planta, mas o CEO estima que o total seja “10 vezes maior” a partir de agora no que se refere a biológicos à base de bactérias.
As fábricas já existentes da Nitro, considerado todas as linhas, estão no estado de São Paulo. A unidade próxima a Guarulhos é a maior, com 500 mil metros quadrados de terreno, que tem a parte de químicos e uma parte agro, de enxofre pastilhado.
Há também um polo produtivo em Cesário Lange, além das já citadas em Várzea Paulista e Sertãozinho.
Já as JVs ficam em Piracicaba (SP) e Patos de Minas (MG). Na área de químicos (fora do agro), a Nitro tem unidades nos Estados Unidos e no Uruguai.
Compras antecipadas em 2025
A Nitro está otimista para os resultados deste ano, esperando crescer novamente pelo menos 20%.
Além do avanço de 25% nas vendas já faturadas no primeiro quadrimestre, a empresa tem observado um movimento de antecipação nas encomendas por parte dos produtores rurais.
“Teve essa safra muito boa de produção de todos os lados., então os produtores estão um pouco mais otimistas do que estavam em 2024. As compras estão mais antecipadas, tem um pouco mais de confiança”, ressaltou o CEO.
A carteira de pedidos – vendas que foram acertadas, mas ainda não faturadas – está 50% acima do ano passado no acumulado até agora, comparando com o mesmo período de 2024, segundo o executivo. “Parte disso é performance da empresa e parte também é antecipação dos produtores”.
Em 2024 e 2023 a venda desses insumos estava em 20% do previsto do ano nesta época, enquanto agora, ele calcula, o mercado já rodou 40%.
Entre os produtos que têm puxado o crescimento nas vendas estão os fertilizantes foliares e os bioestimulantes, que ajudam, por exemplo, a dar mais resistência às plantas ao stress hídrico.
Segundo Cruz, a venda de defensivos biológicos acaba ficando mais atrelada à ocorrência ou não de doenças. Já esta linha de produtos cresce para “produtores que estão ficando mais tecnificados e busca um ganho de duas ou três sacas a mais”.
FIDC no radar
A Nitro também considera um diferencial a sua estratégia de acesso aos clientes. A empresa possui 200 agrônomos em campo, que constituem uma parte da força própria de vendas, mas também atua com rede de 100 revendedores parceiros.
O CEO garantiu ao AgFeed que a Nitro não “estava exposta” aos grandes players de mercado envolvidos nos problemas recentes que levaram até mesmo a casos de recuperação judicial, como ocorreu com a AgroGalaxy.
“Não tem sido um grande problema pra gente. Temos atuação forte na venda direta para produtores de tamanho médio e grande”, disse.
Em relação ao crédito mais restrito, Cruz admite que o custo financeiro está sendo um desafio para toda a cadeia e toda a economia.
Segundo ele, a empresa tem procurado reforçar a oferta de financiamento aos produtores e uma das ferramentas é o FIDC (fundo de direitos creditórios) que a Nitro já tem, desde 2023, feito em parceria com o Itaú. O fundo começou com R$ 250 milhões por ano.
O plano é lançar um novo FIDC, em valor semelhante, ainda em 2025, também com parceiros, disse o executivo. “A situação financeira da empresa é muito sólida. É reforçada pelo lado químico”.
Cruz afirmou ainda que mesmo o período mais desafiador não trouxe pico de inadimplência para a Nitro, principalmente pela presença nacional. A diversificação geográfica e também por culturas – a empresa tem áreas específicas para HF, cana e algodão, por exemplo – também teria ajudado nesse cenário.
Visão de futuro
Com os recentes investimentos no parque fabril, a Nitro acredita que está pronta para manter um crescimento anual entre 20% e 30% “pelo menos nos próximos cinco anos”.
“A gente plantou as sementes de P&D, de pesquisa e desenvolvimento com as joint ventures. Então a gente está numa fase que, eu acredito, vai ter muitos frutos para os próximos anos”, avaliou Cruz.
Na visão dele, os primeiros cinco anos no agro estão sendo encerrados “com louvor”, em função de ser uma empresa que não atuava no setor e que agora chega ao primeiro bilhão.
Perguntado se estariam dispostos a fazer novos M&As, Marcos Cruz respondeu: “Se – e apenas se – surgirem oportunidades que agreguem algo diferente ao que já temos hoje”.
“Lá atrás as aquisições foram muito importantes para montar esse portfolio, mas boa parte dos espaços já estão ocupados internamente. Para valer a pena, outra aquisição tem que trazer coisas diferentes, como as JVs que fizemos. Crescer por crescer não é driver nosso. Fazer aquisição para ganhar tamanho não faz parte da estratégia”, reforçou ele.
A previsão é que a Nitro continue mapeando novas tecnologias para investir, especialmente via startups.
A empresa é a principal investidora do fundo Arar Capital, que já captou R$ 150 milhões para aportar em startups do agro. Já receberam recursos empresas como a Cromai, de imagens e Inteligência Artificial, a Simbionix, um laboratório de edição gênica, e a Agroadvance, de educação para o agro.
“Nesse momento a fase está mais nessas parcerias e investimentos pontuais do que em alguma aquisição relevante”, sinalizou Cruz.
Alguns dos investimentos feitos em 2023 ainda estão em fase de pesquisas. A Regenera, por exemplo, recebeu recursos da Embrapi, para avançar com sua prospecção de microrganismos no mar.
Com estes negócios e os investimentos em P&D, a empresa já espera se posicionar em relação ao futuro, trazendo novidades.
Em relação aos biológicos em geral, o CEO da Nitro diz que a área seguirá relevante para a empresa, mas não a ponto de ser o principal foco de investimentos.
Na visão dele, o segmento seguirá crescendo “na ordem de 30% ao ano”, mas não 50% ao ano como muitos chegavam a estimar em determinando momento.
“Mas a gente continua acreditando muito no biológico e investindo, acho que vai ser uma solução fundamental para o manejo integrado, para o produtor. Não vai substituir 100% o químico, mas cada dia mais fará parte da realidade do dia a dia das fazendas”.
Para ler a entrevista completa com o CEO Marcos Cruz, acesse a matéria original publicada no AgFeed clicando aqui.
Tecnologias fisiológicas, controle hídrico e nutrição foliar são essenciais para enfrentar desafios e otimizar o rendimento da colheita
À medida que a colheita do café se aproxima de sua fase final, o manejo técnico se torna ainda mais crucial para assegurar a uniformidade na maturação dos grãos, a qualidade da bebida e a preservação do potencial produtivo da safra subsequente. De acordo com Plinio Duarte, agrônomo e coordenador técnico da Nitro, a fase final exige cuidados especiais, desde o uso de reguladores fisiológicos até a gestão hídrica e a nutrição foliar.
A desuniformidade na maturação dos grãos é um dos maiores desafios nesse estágio. “O uso de produtos à base de etileno tem se mostrado uma solução eficaz para lidar com essa questão, especialmente em lavouras onde há grãos em diferentes estágios de desenvolvimento”, explica Plínio. O etileno, um hormônio vegetal natural, tem impacto direto no processo de maturação dos frutos. Sua aplicação controlada contribui para uma colheita mais precisa, evitando perdas de grãos verdes ou passados.
Em um estudo recente da Embrapa, foi analisada a influência de diferentes fontes e doses de nutrientes na maturação e produtividade do cafeeiro. “Os resultados mostraram que a aplicação de fertilizantes polimerizados na dose recomendada de 100% proporcionou maior uniformidade na maturação e aumentou a massa dos grãos frescos, secos e beneficiados”, destaca Plínio.
Outro aspecto importante na reta final da safra é o controle hídrico, que continua sendo um fator determinante para a qualidade e o rendimento. A falta de água no solo prejudica a translocação de nutrientes, comprometendo o desenvolvimento dos grãos e, consequentemente, a produtividade. “É fundamental garantir que as plantas tenham acesso à água, especialmente nesta fase, pois sem ela os nutrientes não chegam de forma eficiente aos frutos”, completa o agrônomo.
A nutrição foliar também se apresenta como uma ferramenta estratégica nesse período. Com ela, os nutrientes são rapidamente absorvidos pelas folhas e direcionados às partes da planta mais exigidas, como os frutos em desenvolvimento. “A nutrição foliar ajuda a reduzir o estresse fisiológico da planta, principalmente quando as condições climáticas não são favoráveis. Com fontes altamente solúveis, conseguimos fornecer os nutrientes essenciais no momento certo, garantindo o bom enchimento dos grãos e melhor qualidade da bebida”, explica Plínio.
Além disso, o desenvolvimento das gemas florais, que darão origem à safra seguinte, é outro desafio frequentemente subestimado na fase final da produção. Estresses climáticos e fisiológicos nesse momento podem comprometer o potencial produtivo da próxima colheita. “Além de amadurecer os frutos atuais, o cafeeiro precisa preparar as gemas para a florada da próxima estação. Se essa indução for prejudicada, a colheita seguinte será impactada”, ressalta. Nesse contexto, o uso de bioestimulantes e produtos fisiológicos, que atenuam os efeitos do estresse, é de suma importância.
Diante da oscilação nos preços do café e das condições climáticas cada vez mais imprevisíveis, o manejo técnico de precisão torna-se uma vantagem competitiva essencial para o produtor que busca estabilidade, qualidade e rentabilidade. “Investir em tecnologias fisiológicas e estratégias integradas de manejo é uma decisão econômica inteligente, com retorno garantido na forma de maior rendimento por hectare, melhor preço na comercialização e maior resiliência produtiva nos ciclos seguintes”, conclui Plinio Duarte.
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Apesar da safra recorde no Brasil, incertezas comerciais e exigências por qualidade demandam atenção redobrada no manejo da lavoura.
Com o avanço da colheita no Centro-Oeste, os produtores brasileiros de algodão que ainda não comercializaram sua safra 2024/25 encaram um mercado cercado de desafios — mas também permeado por oportunidades. A escassez de pluma de alta qualidade no mercado interno tem sustentado os preços, enquanto o cenário internacional se mostra instável diante das recentes tensões comerciais entre Estados Unidos e China, que podem impactar os fluxos globais de exportação da fibra.
De acordo com corretores e especialistas do setor, a maior parte do algodão premium já foi exportada ou encontra-se comprometida para embarque. Essa combinação de baixa oferta e alta demanda por qualidade tem impulsionado uma valorização pontual da pluma, o que pode beneficiar os produtores que ainda mantêm estoques. Para Augusto Sanches, engenheiro agrônomo e coordenador técnico de mercado da Nitro, quem ainda possui algodão no campo precisa redobrar os cuidados com os fatores que garantem a qualidade da fibra nesta fase da safra.
“Uma das principais características que conferem qualidade ao algodão na reta final é o ponto de maturação da fibra. O uso de maturadores, por exemplo, assegura uma colheita mais uniforme e uma pluma de melhor padrão. O controle de plantas daninhas também é essencial, pois evita contaminações que podem comprometer o valor comercial da produção”, explica Sanches.
O especialista ainda destaca a importância da fase atual da lavoura — o enchimento das maçãs — para o desempenho produtivo da planta. “É nesse momento que a planta direciona os fotoassimilados para as estruturas reprodutivas. Aplicações de nutrientes como potássio, magnésio, boro e também aminoácidos são fundamentais para manter o metabolismo vegetal ativo, contribuindo diretamente para o peso e a qualidade do capulho”, acrescenta.
No campo, o manejo fitossanitário também requer atenção constante. Doenças como a mancha-alvo e a ramulária vêm ganhando espaço ao longo do ciclo e devem ser combatidas preventivamente. “O manejo preventivo é sempre mais eficiente. No caso do uso de produtos biológicos, é essencial iniciar as aplicações no início do ciclo, antes que a pressão das doenças se intensifique no final da safra. Já o controle do bicudo-do-algodoeiro, que ainda não conta com uma solução biológica eficaz, segue dependendo do uso de defensivos químicos dentro de um programa de manejo integrado”, orienta.
Com relação às lagartas, pragas que atacam diretamente as maçãs do algodoeiro, Sanches recomenda estratégias integradas. “Já existem tecnologias biológicas à base de vírus que contribuem para o controle das lagartas. O ideal é combiná-las com defensivos químicos, visando preservar as estruturas reprodutivas e proteger o potencial produtivo da lavoura”, comenta.
No cenário macroeconômico, os desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China também influenciam a dinâmica de preços. A imposição de novas tarifas pelos Estados Unidos pode abrir oportunidades para o algodão brasileiro, caso a China reduza suas compras do produto norte-americano. “Se os chineses diminuírem suas importações de algodão dos EUA, isso pode abrir espaço para o produto brasileiro. No entanto, ainda é cedo para avaliar o real impacto, pois a China aposta no crescimento da sua produção interna”, pondera o agrônomo.
Dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicam que a produção chinesa para a temporada 2024/25 deve alcançar 27,1 milhões de fardos. Já o Brasil caminha para uma safra recorde, com estimativa de 3,89 milhões de toneladas de pluma — um avanço de 5,1% em comparação com o ciclo anterior, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Apesar do cenário positivo em termos de volume, o momento exige cautela na comercialização. O mercado permanece volátil no curto prazo, afetado pelas disputas comerciais globais. Para o médio prazo, especialistas apontam uma possível recuperação dos preços internacionais, impulsionada pela concorrência com culturas como a soja e o milho.
Diante desse panorama, Sanches reforça que a qualidade da produção será determinante para quem ainda não vendeu. “O produtor precisa compreender que qualidade e manejo são fatores essenciais para aproveitar eventuais janelas de valorização. Isso exigirá comprometimento com práticas estratégicas no campo”, conclui.
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Queimadas podem afetar disponibilidade de insumos, diz especialistaManejo adequado e tecnologia reduzem impactos das queimadas e podem e otimizar recuperação das lavouras.
Com o aumento das queimadas em áreas agrícolas, produtores procuram meios de mitigar os danos causados. Segundo a Organização de Associações de Produtores de Cana do Brasil (Orplana), as queimadas registradas desde o fim de agosto deste ano, já atingiram uma área de cerca de 180 mil hectares, gerando um prejuízo estimado de R$ 1,2 bilhão.
Todavia, o problema é antigo, em 2023, um estudo da MapBiomas aponta que as queimadas agrícolas aumentaram 15% em relação ao ano anterior, causando prejuízos econômicos que superam os R$ 5 bilhões, somente no setor sucroenergético. E dados recentes do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam que as queimadas no Brasil cresceram significativamente nos últimos anos, afetando diretamente a produção agrícola. Só no setor de cana-de-açúcar, as perdas de produtividade devido às queimadas representam até 20% em áreas severamente atingidas.
Uma das propriedades afetadas foi a de André Tozo Geraldo, produtor de cana-de-açúcar em General Salgado, no interior paulista. O fogo de três horas em sua lavoura foi suficiente para destruir 110 hectares. “A primeira reação foi chamar ajuda da usina parceira. Não temos a quem recorrer a não ser às usinas que tem a estrutura de brigada de incêndio”, relembra.
O fazendeiro já até faz cálculos dos prejuízos causados pelo incêndio. “Precisaremos refazer a aplicação de herbicida, que é equivalente a R$ 350 por hectare; refazer uma parte da adubação, que é cerca de R$ 300 por hectare, contando a operação e o insumo e repor carga biológica e matéria orgânica perdida com a incidência do fogo”, estima Geraldo. Segundo o agricultor, serão pelo menos três meses de atraso no ciclo da cana.
Relatórios da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) revelam que, ao aplicar práticas adequadas de manejo e recuperação pós-queimada, os produtores podem reduzir as perdas financeiras em até 35%, além de restaurar a produtividade em 70% das áreas afetadas dentro de um ano
Para Bruno Fazolo, agrônomo e gerente técnico de mercado na Nitro, as práticas usuais realizadas pós-incêndios invitalmente geram prejuízos as lavouras. “O produtor deve refazer os tratos culturais básicos, como adubar de novo o canavial e aplicar herbicidas. Essas são as práticas normais, mas que acarretam um grande prejuízo para o produtor”, explica.
O uso de bioinsumos, como bactérias e até algas, no entanto, podem agilizar o processo de recuperação. “É crucial retrabalhar as condições do solo, inserindo bacilos e trichoderma novamente, pois eles agem de maneiras distintas. Assim que o canavial volta a crescer, devemos entrar com produtos que contenham aminoácidos e algas como o Ascophyllum. Essa alga, que suporta condições extremas de sol e maré, é importante para dar resistência ao canavial”, indica Bruno.
Quando o canavial começar a ter folhas novas, segundo o agrônomo, é importante tratar com micronutrientes que vão ajudar na recuperação completa, considerando a falta de nutrientes e estresse que ele sofreu.
No entanto, a procura de insumos após a queimada, ao mesmo tempo, do início de plantio da safra de grãos, pode prejudicar o abastecimento de insumos e disparar preços. “O mercado não estava esperando por isso, e agora entramos na safra de grãos, que já tem uma adoção grande de biológicos. Isso pode causar uma disparada nos preços e na disponibilidade dos insumos”, alerta.
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Por Carina Cardoso e Augusto Sanches, agrônomos e coordenadores técnicos de mercado na Nitro
O déficit hídrico é um dos principais fatores limitantes da produtividade agrícola no Brasil, impactando diretamente culturas estratégicas como soja, milho, feijão e café. A escassez de chuvas em momentos críticos do desenvolvimento das plantas — como germinação, florescimento e enchimento de grãos — pode comprometer bastante a formação da lavoura e reduzir os rendimentos. Em várias regiões do país, produtores já enfrentam a terceira safra consecutiva com frustração ou perdas importantes, consequência não apenas da seca, mas da combinação com estresses térmicos extremos. Nesse cenário, o uso de tecnologias biológicas tem se consolidado como uma estratégia fundamental para manter o teto produtivo previsto na genética da semente escolhida.
Com o agravamento das condições climáticas, é essencial adotar ferramentas que ajudem a planta a atravessar os períodos de atípicos e manter sua fisiologia ativa. Em situações de estresse hídrico, por exemplo, a planta naturalmente entra em modo de sobrevivência: reduz seu ciclo, aborta vagens, altera sua morfologia e direciona energia apenas para garantir sua reprodução. Todo esse processo é controlado por fatores hormonais e fisiológicos que a levam a encurtar o ciclo e formar o mínimo necessário de sementes. É nesse ponto que entram os bioinsumos, que ajudam a planta a manter sua função produtiva mesmo sob pressão ambiental.
Um exemplo prático é o uso de combinações de microrganismos de diferentes cepas de Bacillus — entre elas Bacillus aryabhattai, Bacillus subtilis e Bacillus amyloliquefaciens. Elas formam biofilmes espessos e hidratados ao redor do sistema radicular, criando um microambiente com potencial osmótico que retém água junto às raízes. Isso reduz a taxa de desidratação e proporciona uma hidratação mais eficiente do sistema radicular, fundamental para o funcionamento da planta em momentos críticos. Além disso, essa formação ativa mecanismos internos de defesa, como a regulação do ácido abscísico, hormônio responsável pelo fechamento dos estômatos. Com isso, a planta consegue controlar melhor a perda de água sem paralisar completamente sua atividade fotossintética — fator chave para preservar a produtividade.
Além da proteção física e fisiológica das raízes, blends desse tipo também promovem efeitos no desenvolvimento reprodutivo da planta. Entre os resultados observados estão maior engalhamento, pegamento de flores e melhor formação de cachopinhas (os aglomerados de pequenas vagens), com potencial de conter 3 a 4 grãos cada — desde que a genética da cultivar permita essa expressão. Ensaios de campo, por exemplo, realizados em diversas regiões do Brasil, mostram que lavouras de soja tratadas com um blend dessa ordem chegaram a apresentar incrementos médios de oito a nove sacas por hectare, em comparação às áreas testemunhas sem o produto, seja aplicado no sulco ou via tratamento de sementes.
Em paralelo, outras ferramentas tecnológicas com a bactéria Bacillus aryabhattai, isolada de solos da Caatinga, notamos o retardo dos efeitos do estresse hídrico e favorecimento do crescimento radicular. Assim, a estratégia é clara: ao ampliar o volume e a profundidade do sistema radicular, a planta acessa mais água e nutrientes no solo, criando um escudo natural contra a estiagem. Já a aplicação de aminoácidos e nutrientes como potássio, magnésio e boro na fase final do ciclo colabora com a translocação de fotoassimilados, garantindo que o enchimento de grãos ocorra de forma eficiente mesmo em condições adversas.
A suplementação foliar com compostos fisiológicos e nutricionais também vem se destacando como uma tática complementar eficaz. Segundo dados da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul, a adoção dessas estratégias pode reduzir perdas em lavouras em até 30% mesmo em cenários de seca intensa.
Por fim, destacamos que o manejo inteligente do solo continua sendo peça-chave. Práticas como o plantio direto, a rotação de culturas e o uso de cobertura vegetal ajudam na conservação da umidade e promovem um ambiente biológico mais rico para o desenvolvimento das raízes e a ação dos bioinsumos. Somadas às inovações tecnológicas já disponíveis, essas estratégias oferecem ao produtor brasileiro a chance de proteger seu investimento, reduzir riscos e manter sua lavoura produtiva mesmo diante de um clima cada vez mais desafiador.
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